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Com os problemas de ligação curados, cá estou de v…

Com os problemas de ligação curados, cá estou de volta para continuar a saga AMR. Para não encher os comentários e como acho que esta troca de ideias está a ser muito interessante, vou antes “postar” aqui a minha resposta e eventuais futuras.

Começando pelo “fácil”…

«Caro ze,

mantenho o brejeiras. O conceito de obscenidade é definido por cada um. Feliz por saber que tens um dicionário.

Para além do mais, a mensagem está assinada, não há anonimato. Tão assinada, pelo menos, quanto sabermos que te chamas “ze”.

Dharma e Greg»

Quanto ao conceito de obscenidade, acho que não vale a pena discutir se é apenas uma questão de interpretação. Mas julgo que a vossa (deduzo que sejam um casal, pelo “nick”) opinião deve ter vindo da comparação de AMR com a Bárbara Guimarães. Nunca pensei que tal fosse ofensivo, mas eu respeito.

Quanto ao anonimato, vocês não estão no meu blog? Escrevo aqui há mais de um ano, qualquer simples procura no Google por “zedascouves” mostra o meu nome em vários sites, eu respondo sempre aos emails enviados para a morada aqui disponivel, e ainda têm a lata (há outra palavra?) para me acusarem de me esconder atrás do anonimato? No vosso caso, pelo contrário, uma simples procura não me daria qualquer pista para um contacto mais directo, quanto mais para a vossa identidade.

Agora a parte “dificil”…

«ps- Sim, é possível ler “O Príncipe” segundo as convenções sociais actuais. Não sei se tens estado atento, imagino que sim, mas lembro-te que há muitos trabalhos académicos de investigadores e doutorados sobre o assunto. Igual para o mundo de Tolkien e para o “mundo em que vivemos”. Uma busca rápida na net, por exemplo, e percebes que não basta ser fã e ler os livros para se ter uma visão crítica indefensável. Muitos investigadores, inclusive portugueses, têm teses de muitas páginas e muitas horas de trabalho sobre meta-linguagens, motivações, que quase nem se reparam que estão nos livros. Proponho-te a leitura de alguns desses ensaios.

Relembro-te também que todos os livros que citaste neste teu último post são intemporais. Lemos hoje, como aliás acontece com todos os livros, mesmo que escritos ontem, retirando ensinamentos diferentes e novas leituras, porque um livro nunca é o mesmo livro duas vezes. Não é possível, meu caro, desactualizar o tempo.»

Que eu saiba, nenhum trabalho académico alguma vez propôs alterações à obra original. Esses trabalhos foram, quanto muito, interpretações actuais de obras antigas. Mais, a leitura é um acto pessoal e cada um tem a sua interpretação e visão sobre o que lê (e o que nao lê). Por isso é óbvio que pode ler à luz das convenções sociais actuais, o que não é de forma alguma legitimo é propor alterações à obra que modifiquem e/ou limitem a liberdade de interpretação que outros possam ter da mesma. Ou será que propõem algum género de censura ou revisionismo da liberdade autoral?

Quanto à obra de Tolkien em particular, quando fala em “motivações”, deve estar a referir-se ao uso das diferentes raças na Terra Média, denominando algumas de “superiores”, e às acusações de simpatia do autor pelos ideais nazis. Ora, o próprio sempre afirmou que todas as suas ideias ou foram imaginadas por si ou baseadas na mitologia nórdica e nunca teve qualquer activismo politico, além disso, ele chegou a combater na I Guerra Mundial, se não me engano do lado dos Ingleses…

Feliz Ano Novo!

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Antes de mais, obrigado pela simpática resposta de…

Antes de mais, obrigado pela simpática resposta de Anabela Mota Ribeiro no seu blog.

Como resposta óbvia à afirmação “(…) por um livro ter sido escrito há décadas, isso isenta o autor de responsabilidades morais. Não creio que assim seja. (…)”, é claro que sim. Vai porventura julgar “O Principe” de Maquiavel à luz das convenções sociais de hoje? E se sim, o que dizer do “Manifesto Comunista”, naturalmente desactualizado hoje em dia, mas ainda uma obra a ler.

Passo então a definir as “coisas mais urgentes a ler” da própria:

– “Odisseia” de Homero na versão original em grego.

O que me leva a outra questão… Não acha que Homero faz uma exploração da beleza de Helena enquanto mulher objecto que desvirtua o todo da mulher? Não seria apropriada uma adaptação contemporânea, onde se potencie a sua importância como personagem fulcral e originadora de uma guerra selvagem, quem sabe, a verdadeira I Guerra Mundial?

Graças ao seu exemplo, vou começar a ler agora o “Livro dos mortos” em egipcio antigo, apesar de ser uma língua que desconheço de todo. Depois desta leitura, “Calvin & Hobbes” vai deixar de ter piada. Como sugestão para Anabela Mota Ribeiro deixo o “A arte da guerra” de Sun Tzu, obviamente em chinês.

Dá que pensar.

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Não sabia ela também tinha sentido de humor… Ape…

Não sabia ela também tinha sentido de humor… Apesar de tudo, como fã de Tolkien que sou, pergunto se ela alguma vez leu os livros… Será que, à 40 anos, quando foram escritos os livros, era assim tão óbvia a “referência ao mundo em que vivemos”? Caso ela se tivesse informado minimamente, como não é hábito de toda a gente, saberia que os filmes foram feitos o mais fieis possiveis aos livros.

Já agora, eu também fui ver, à 00:05 de Quarta-feira, e posso dizer que é muito bom. Muito. Bom.

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Desde que fiquei sem net no meu computador, tenho …

Desde que fiquei sem net no meu computador, tenho andado desligado. É fantástica a minha capacidade de constatar o óbvio, não é? À parte disso, descobri que há poucas coisas melhores do que programar ao som de Frank Sinatra. Só por aí dá para ver como é desesperada a minha vida…

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Parece que é verdade, a Anabela Mota Ribeiro també…

Parece que é verdade, a Anabela Mota Ribeiro também já tem um blog! Mal posso conter a alegria! Agora, além de a ver esporadicamente na televisão (a melhor maneira de adormecer em frente à dita), quando tiver insónias posso ir ler o seu blog e tratar rapidamente da minha infelicidade! Ao menos na TV ainda podiamos tirar o som e ver só a imagem. Hum, isto faz-me pensar… será que ela sofre do mesmo complexo da Barbara Guimarães, isto é, ser boa e pensar que é burra? Deve ser por isso que se põe com aquelas conversas pseudo-filosóficas, não? Gostaria sinceramente que ela visse isto e deixasse qualquer comentário sobre o que a levou a (também) fazer um blog.

É bom achar que alguém lê isto, não é?