Cenas de um casamento Ontem, sábado, fui ao mui…

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Cenas de um casamento

Ontem, sábado, fui ao mui distinto casamento de Sofia e Frederico. Foi uma cerimónia muito bonita (…), com a pequena capela da quinta cheia e metade dos convidados cá fora. Vá lá que foi a metade boa! E isto leva a outro assunto… não há dúvida que Portugal tem mulheres muito bonitas, e em casamentos a concentração aumenta, primeiro porque os noivos eram novos e gente de boas familias, logo, os seus amigos (melhor, as amigas) são gente também nova e bonita. Segundo, mesmo aquelas que têm mais personalidade que beleza tinham muita demão de pintura em cima, criando ali uma couraça de protecção ocular (de quem vê), parecendo bem melhores do que na vida real. Não que fosse importante, porque o alcool faz maravilhas, e ajuda as mulheres feias a terem filhos desde que foi inventado e no fim do jantar quem é que consegue levantar a cabeça?

Mas adiante com a descrição. Graças à ajuda de André e Catarina (no futuro referidos como “A&C”), amigos de familia por parte da noiva, como eu, identifiquei durante a missa os singles que mais tocam / cantam em casamentos: “Santo” (com um refrão que fica no ouvido) e, do mesmo autor, “É fácil amar-te assim”. Aconselho a todos os meus 6,4 leitores que ponham pelo menos um deles no télemovel! Vão ser um sucesso este Verão! Outra coisa que descobri (com o poço de conhecimento que é a dupla A&C), é que o arroz lançado à saida dos noivos tem um significado muito simples: fertilidade. Para aqueles que precisam de um desenho: o arroz é branco (ou esbranquiçado…). É claro que a partir daqui é fácil descobrir o significado das pétalas. Ainda mais se forem todas vermelhas.

O copo-de-água

Um dos problemas de ser convidado para um casamento com 250 pessoas é correr o risco de ficar sentado numa mesa onde não se conhece ninguém. Felizmente, na minha até não estava mal acompanhado: o meu irmão puto, uma amiga da praia, outra miúda que não conhecia de lado nenhum (mas, coitada, com ar de quem tem algum problema), e mais uma data de primalhada do noivo. Gente simpática, é verdade. Outra coisa interessante é ver a concentração de olho verde e/ou azul (juntando aos corpos esculturais) a aumentar proporcionalmente à “benzice” do casamento. Atenção, quando digo “benzice” não é no mau sentido, é mesmo para indicar uma diferença. E estou a cagar-me para os que acharem mal. Não, esperem, acho que não perceberam, eu disse “estou a cagar-me”, ok? Ok.

Outra coisa muito bem dita, desta vez pela parte A de A&C, é que as mulheres portuguesas são umas parvas, no minimo. Vejamos, vêmos uma mulher bonita, e, além de apreciarmos a sua beleza, gostamos de sonhar que temos uma hipótese. Como é normal, lá vamos nós meter conversa para ver se a beleza é só exterior ou se tem mais alguma coisa na cabeça além de laca. E é aí que tudo se lixa.

“Ok, não gostaste da minha piada introdutória e tresando a alcool, mas isso não é razão para me mandares o copo de pisang ambom à cara. Só perguntei porque só dançavas com o teu pai, não sabia que ele era o teu namorado.”

Pois, devem ser as únicas mulheres no mundo ocidental que levam a mal se perguntarmos se querem vir para a cama connosco, e ainda por cima são também das mais bonitas! No fundo estamos cá para isso, disseminar a espécie.

O baile

Outra coisa chata é o baile. Primeiro, tem que começar sempre com uma valsa e os noivos. Mas isso é dado como adquirido. O pior é mesmo ver os nossos pais a dançarem. Não há problema em vê-los a dançar aqueles slows que nós dançávamos no 8º ano, nas festas dos amiguinhos, mas sim vê-los a dançar como nós dançamos actualmente. É por estas e por outras que deixei de ir a discotecas. Como tive que ir embora mais cedo não vi o fim da danceteria, mas a minha irmã só foi para o hotel às 6h da manhã. E ela tem 15 anos.

Com isto tudo até parece que não gostei do casamento, mas é mentira. A comida era bastante boa, e pelo menos os efeitos especiais (isto é, a caracterização) também punham toda a gente melhor do que é, por isso, venham mais!!!

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