Resumo das últimas duas noites. 6ª Feira O P…

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Resumo das últimas duas noites.

6ª Feira

O Philip (ou Pilip para os amigos) telefonou-me eram umas 23:30, para ir beber uns copos na Real Fábrica no Rato. Telefonou ao meu irmão mais novo que não estava em casa, o Tomás, para lá ir também. Eu e o Tomás, acompanhado do Valério, chegamos ao mesmo tempo e Pilip e companhia já tinham começado sem nós! Imperial puxa imperial, arranjámos um jogo para nos entretermos: o jogo do maço! Consistia em dar pequenos piparotes num maço de cigarros, colocado na borda da mesa, de maneira a que caísse com o lado mais pequeno (ou fino) em pé. Está claro, quem perdesse bebia, quem ganhasse mandava outro beber. Depois de umas rodadas assim, graças aos dotes vocais de Pilip, outra mesa juntou-se a nós para o grande jogo. Seguiram-se mais umas rodadas e o empregado veio chatear a dizer que queria fechar o estabelecimento. Só eram 2 da manhã, era cedíssimo! Foi então que alguém teve a excelente ideia de marcar “pénaltis”! Nada mais fácil, dando os tais piparotes, tinhamos que acertar na outra mesa. Parece fácil, mas o maço era escorregadio e não ficava quieto em cima da mesa! Mas não havia hipótese, nós tinhamos de ganhar: o Tomás marcou o pénalti vencedor.

Depois disto, eu, o Tomás e o Valério fomos todos para casa, e o Pilip e companhia foram para Santos com os novos amigos. O resto só soube na manhã seguinte.

Depois de mais umas imperiais em Santos, quando finalmente estavam a ir para casa, Pilip e amigo (da onça) passaram por uma operação STOP, normais na av. 24 de Julho. Eles estavam bem bebidos, mas como há gente com sorte, os policias não os mandaram parar. Só mandavam parar se houvesse alguma razão… do estilo, o “amigo” do Philip começar a buzinar feito maluco em frente à operação… era o Philip que ia a guiar… resultado? 1,7g/l de alcool no sangue. 2ª feira vai estar presente a tribunal. Boa sorte, amigo!

Sábado

É verdade, a famosa festa dos Erasmus… Local: Bairro Alto. Situação: levemente alcoolizada.

Éramos os únicos portugueses lá, o resto era espanhóis, italianas, uma alemã e uma eslovaca. Chegámos já a meio de mais um jogo para beber (agora já sei mais um), e lá nos juntámos à festa regada com “calimocho” (coca-cola com vinho tinto, só sei que se bebe, se querem saber se é bom, provem). O Pedro foi-se embora mais cedo, e eu fiquei sem boleia, pois como sou um pseudo-radical resolvi ficar e ver o que ía sair dalí. Depois fomos a um bar lá perto, o Keops, onde ficámos até fechar. Mas ainda não acabou. Neste momento já só eram espanhóis e eu. Fomos à procura do bar mais conhecido do Bairro Alto, o irónico “Clandestino”. Mas estava fechado. Bem, então só sobra o “catchupa” (sim, ler com sotaque espanhol). Ora, o que é o “catchupa”? Muito simplesmente, é um restaurante cabo-verdiano ilegal que só abre às 2 da manhã e fecha quando todos os clientes tiverem saído. Local: Bairro Alto. Situação: algures num 2º andar. Devo dizer que nos 21 anos em que vivi em Lisboa nunca fiz sequer ideia que tal lugar existisse, mas para Carlos, o espanhol relações públicas que já conhece melhor a cidade e seus habitantes que eu, isso não é problema. Aliás, não é problema para qualquer espanhol, pois havia lá dentro mais uma dezena deles! Diga-se em abono da verdade que a comida que dá nome ao lugar é bastante boa! Finalmente, para acabar, lá se tocaram uma guitarradas com muita cantoria castelhana e Sagres a acompanhar. Quando finalmente saimos (6 da manhã), só me diziam que eu já era um Erasmus só por os aturar durante toda a noite e que tinha de aprender espanhol (Ah! Bem podem esperar!). Apanhei um táxi para casa, e claro, para acabar com a cereja no topo do bolo, o táxista era dos faladores… Vá lá que não era mau tipo, mas tão chato, tão chato…!

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