Começo hoje um novo segmento aqui na página. Peço …

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Começo hoje um novo segmento aqui na página. Peço a um amigo/a pra escrever o q quiser (mesmo qq coisa, é completamente livre), e pimba, já cá tá! O 1º foi escrito por um querido amigo, de seu nome Tiago M. (ainda nao sei se ponho os apelidos, tenho q perguntar…), e debruça-se sobre um tema mt interessante. Devo dizer q me surpreendeu, e gostei mt! Acho q a partir daqui se desenrolaria uma bela historia! Bem, sem mais demoras…

Já não nos víamos há uns sete anos, quando o fui visitar a Praga. Mas como a vida dá muitas voltas, veio o destino trazer-lhe um Congresso em Liège, onde me encontro radicado já há uns anos. Veio com a mulher, sua namorada dos tempos da Faculdade, e com a sua prole endiabrada. Continuo solteiro, e não sei se é um problema ou não, mas a minha vida vira um pesadelo quando sou obrigado pelas circunstâncias a preparar jantares em minha casa para convidados. E já não é a primeira vez que recorro em SOS à Madame Daquet, minha vizinha de baixo, que me tem aberto os olhos para o mundo da culinária, com direito a aulas práticas e tudo (oficiosamente, é claro!), e agora sou incapaz de dar uma desculpa qualquer quando ela me bate à porta numa quinta à noite, porque simplesmente quer uns dedos de conversa. Mas voltando ao assunto, lá desenrasquei uns gratinados, e o meu bolo de marzipan foi um sucesso. Entre uns copos de bom tinto português, lá me recordou as célebres viagens que fazia quando ainda estudava, sempre à boleia. Recordo que chegou a conseguir ir de Praga a Oslo! Não são muitas as pessoas que se dão ao luxo de dormir em parques, esperar seis horas à chuva à beira da estrada ou mesmo passar um pouco de fome. E chegou mesmo a ir até à Índia de autocarro, no ano sabático que fez depois de terminar o quarto ano da Faculdade. Invejo-o um bocado, pois sei que nunca hei de ter histórias tão mirabolantes para contar aos meus netos, se isso alguma vez for viável. Mas fico contente por ele ter uma família tão adorável e uma carreira estável. Mas consolo-me um bocado quando penso que tenho feito a diferença no Azerbeijão, e noutros lados, quando passo lá uns meses com as missões. Mas agora quero aproveitar bem estas últimas horas com os meus amigos checos, e esquecer um bocado a minha triste vida pessoal. A ver se consigo tirar uns dias em Março para ir visitá-los… matar saudades do borsch da Misha … e é um alívio para a alma saber que nos dias que correm ainda temos amigos de verdade!

Se alguem estiver interessado em escrever aqui, faça o favor de me contactar.

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